Por Gildo Sanches – MTB 35.907 pontodevista@odebateregional.com.br

Edição 531 de 04/03/2016

Bruna Reale Ambrozin

Natural de São Paulo, Bruna Reale Ambrozin escolheu São Manuel para viver com seus pais e irmão, criar seus filhos e seu Ateliê Arte&Fato. Ela trabalhou muito tempo na área jurídica, no escritório com sua mãe, advogada e na loja de seu pai. Bruna desde pequena gostava de trabalhos artesanais, já customizava roupas para ela e suas amigas e em 2013 resolveu criar o Ateliê Arte&Fato. Ela nasceu em São Paulo, no dia  11 de junho, é filha de Gina e Eduardo, é irmã de Rafael e tem dois filhos lindos, Miguel, 11, e Theodoro, 8. Nesta edição do Jornal O Debate, gostaríamos de homenagear na pessoa de Bruna Reale Ambrozin, todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher,  comemorado no dia 8 de março.

Jornal O Debate: Qual sua formação profissional?

Bruna Reale Ambrozin:  Fiz Faculdade de Direito e, embora não tenha concluído como manda o figurino, trabalhei muito tempo na área jurídica.

OD: Qual foi o seu primeiro trabalho? 

Bruna: Minhas primeiras atividades profissionais foram no escritório da minha mãe e na loja do meu pai, ainda adolescente.

OD: Há quanto tempo você tem o Arte&Fato? 

Bruna: Desde que me entendo por gente, eu faço trabalhos artesanais, principalmente customizando roupas para mim e para as amigas, mas foi em 2013 que decidi me dedicar a essa paixão e transformá-la em um negócio, criando assim o Ateliê Arte&Fato.

OD: Quais são as peças mais pedidas?

Bruna: A demanda é bem diversificada. Algumas peças fazem sucesso e acabo por ter que produzir em série, o que nem era a ideia inicial do projeto, porque o que eu gosto mesmo é do trabalho não repetitivo, não tenho muita paciência (rs). Graças a Deus faço peças desde decoração a utilidades do dia a dia, como os organizadores e as necessaires. Porém, preciso confessar que os bonecos são minha maior realização, pois a maioria são idealizados, projetados e criados por mim. 

OD: A que você atribui o sucesso de uma empresa? 

Bruna: Acho que é um conjunto de coisas. Desde a necessidade do cliente ao atendimento adequado. Nos meus projetos, procuro sempre desenvolver peças que sejam bonitas, mas que tenham uma função. Quem já encomendou peças no ateliê sabe que dedico um tempo considerável para captar o que a pessoa realmente quer com a peça que está interessada, para que meu produto facilite a rotina dela.

OD: Como artesã e proprietária da Arte&Fato, qual é o seu maior desafio? 

Bruna: Basicamente dois: Estar sempre desenvolvendo peças diferentes, para fidelizar um cliente e conquistar novos. E o acesso a materiais diferenciados.

OD: Como as pessoas podem entrar em contato com você para encomendas?

Bruna: Claro, facebook.com/bruna.ambrozin.

OD: Quais foram às competências e valores que você sempre seguiu? 

Bruna: No fundo,  penso que alguns valores perdem força com o tempo e o amadurecimento. Os meus princípios hoje certamente não são todos os mesmos de quando era criança ou adolescente, nem há 10 ou 5 anos. Sempre procurei respeitar as pessoas e situações que me ligam a elas. Uma vez vi um vídeo de uma palestra com o Mario Sergio Cortella (Você sabe com quem está falando?), onde brilhantemente, dentre outras coisas, questiona: “Quem sou eu para achar que o único modo de fazer as coisas é como eu faço?”. Levo pra vida! Hoje lido muito melhor com isso e sei demonstrar gratidão, quando é recíproco.

OD: Qual sua opinião em relação às mulheres e negócios?  

Bruna: As mulheres nunca foram bem aceitas como empresárias e administradoras de uma empresa, e hoje elas ganharam espaço, demonstram muita capacidade e exercem funções antes exercidas apenas por homens. Qual minha opinião a essa questão? De fato é uma ideia que ainda existe, mas, cá entre nós, é bem hipócrita, né? Analogicamente, administração de um lar, da família, da rotina de uma casa é tão (ou mais) complexa e ainda por cima não tem remuneração. Acho que algumas pessoas, independente se homem ou mulher, tem maior facilidade para administração e outras para execução. E as duas são igualmente importantes.

OD: Que dicas você dá para quem quer ser uma empreendedora, assim como você?

Bruna: Primeiramente, não vai ser fácil (rs), mas não desista. Seja especialista no que faz. Pesquise e aprenda sobre o negócio que você quer se dedicar. E isso, dedique-se. 

OD: Você é filha, mãe e artesã. Como concilia tudo isso?

Bruna:  E irmã (rs). É bem puxado. Às vezes, quando os meninos estão precisando de mais atenção e as encomendas são muitas, estendo o meu horário de trabalho pela madrugada. A decisão de não trabalhar fora e montar o ateliê em casa foi justamente para facilitar a rotina. Minha família trabalha na loja (Eduferramentas) e eu no ateliê. A administração da casa fica por conta da minha mãe, que faz um horário mais flexível para que isso seja possível. Eu fico com a rotina mais pesada dos meninos (escola e atividades extras). Meu pai e meu irmão também auxiliam nisso. E os momentos de lazer, nós revezamos para entreter os meninos (cheios de energia, rs). Fazemos questão de, pelo menos uma vez por semana, almoçar todos juntos.

OD: Você se considera uma mulher realizada?

Bruna: Venho me realizando (rs). A gente quer sempre mais, né? Então, sim e não. Algumas metas já foram cumpridas, outras estão a caminho e outras, com certeza eu ainda nem idealizei. Como mãe, me sinto orgulhosa em ver o desenvolvimento dos meus filhos até aqui. Como profissional, estou feliz com o resultado do último ano e como mulher, acho que estou na minha melhor fase.

OD: O que é ser uma mulher bem sucedida para você? 

Bruna: Aquela que tem orgulho de si mesma, por suas conquistas e suas atitudes, que pode não ter feito algo perfeito, mas fez, sinceramente, o melhor que pode. 

OD: Quais seus planos para o futuro nas atuais atividades? 

Bruna: Quero que o ateliê continue conquistando mais espaço. Que seja conhecido por mais pessoas. E quero voltar a me dedicar ao blog, escrever sobre artesanato, dar dicas que as pessoas possam fazer em casa e abranger assuntos do cotidiano também.

OD: Falando um pouco de você, quais as atividades que a atrai em seus momentos de lazer? 

Bruna: Gosto de jogar videogame com meus filhos (rs), mas prezo muito pelos meus momentos sozinha, vendo filmes também.

OD: Qual é a sua rotina de exercícios e alimentação? 

Bruna: Não faço (rs). Fui bailarina e professora de dança por muitos anos. Foi um ótimo período da minha vida, mas passou. Estou enrolando para começar a fazer exercícios, sei que preciso, o corpo está reclamando, mas sou preguiçosa. Quanto a alimentação, não tenho regras, como o que tenho vontade, sem exageros. Às vezes acordo de madrugada pra comer (rs).  

OD: Como você vê a cidade de São Manuel atualmente?

Bruna: Na infância, quando morava em Guarulhos, passava férias aqui. Era o melhor lugar do mundo. No início da idade adulta, fui morar em São Paulo, mas já tínhamos (minha família e eu) escolhido São Manuel como lar e acabei voltando. Gosto de criar os meninos aqui, gosto dos laços que criamos com os amigos. Vejo que tem muitas coisas que precisam ser melhoradas, mas qual lugar no mundo que não tem? Precisamos é de boa vontade de quem pode fazer a diferença. Algumas coisas não são da noite para o dia, é preciso dedicação.

OD: O que diria para os jovens de hoje?

Bruna: Estudem tudo o que puderem, viagem sempre que possível e revejam seus valores esporadicamente.

OD: Qual mensagem você deixaria para as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher?

Bruna: Não dependa do respeito de ninguém para orgulhar-se de você. Sinta-se orgulhosa do que conquistou até aqui, mas não pare, há muito mais lá na frente te esperando!


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