Por Giovana Innocenti ginnocenti@hotmail.com arquiteturainnocenti.blogspot.com.br

Edição 454 de 28/03/2014

Arquitetar é... 454

Olá, pessoal, tudo certinho? Nessa semana daremos continuidade aos Sistemas Construtivos. E, conforme combinado, trataremos nesse capítulo dos Sistemas Não Racionalizados.

Esses sistemas, como o próprio nome indica, são executados de forma artesanal. Apesar de muito antigos, pouco ou quase nada foi aperfeiçoado em seu processo de produção e, por isso, exigem cuidados na hora de sua escolha, principalmente em relação à mão de obra. Já é sabido que a indústria da construção civil é uma das mais precárias e pouco evoluídas; mesmo assim, esse setor ainda representa considerável nível de crescimento dentro da economia do país, seja pela movimentação de pessoas ou insumos.

Indicadores à parte, vamos às possibilidades:

1 – Tijolo de Barro Cozido (A5,7xL9xC19cm): é o mais conhecido e fácil de ser encontrado. Esse material apresenta bom desempenho térmico e acústico. Apesar da sua grande popularidade, esse tijolo exige grandes quantidades de argamassa de assentamento e regularização; além disso, representa grande desperdício quando é necessário quebrá-lo para encaixes. Podem ser encontrados em diversas cores e acabamentos, como o laminado, que é utilizado em paredes de tijolo à vista. Nesse caso, é muito importante investir em resinas e seladoras para evitar infiltrações e desgastes. Além do modelo comum retangular, esse tijolo é encontrado em mais formatos, como cantos retos, circulares, entre outros.

2 – Tijolo cerâmico (6 ou 8 furos): também muito popular, é bastante utilizado por sua leveza, sendo que os furos proporcionam melhor conforto térmico que os anteriores. Suas ranhuras e os furos facilitam a aderência. Esse modelo, porém, é o campeão em desperdício nas quebras. Importante ressaltar que as paredes executadas com esse tijolo não podem ter características estruturais, portanto, esse material é exclusivamente de vedação. Outra particularidade dele é a necessidade de buchas especiais nas fixações de móveis, quadros e afins.

3 – Tijolo Refratário: fabricado de argila enriquecida, esse tijolo é ideal para áreas com grandes variações de temperatura, já que possui características isolantes. Muito famoso na sua utilização de revestimento interno de churrasqueiras.

4 – Bloco de Concreto (diversas medidas): famoso na construção de piscinas, muros de arrimo e galpões industriais, esse bloco anda substituindo os cerâmicos e os comuns, primeiramente por suas características estruturais (conhecida como alvenaria estrutural – muito utilizada em edifícios residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida), além de ganhar as graças dos moderninhos à procura do lar com cara de loft industrial. O robusto não precisa de revestimento de argamassa, porém significa mais peso, dificultando o transporte dentro da obra. O desempenho térmico desse material deixa a desejar, porém ele proporciona bastante conforto acústico.

Independente de qual material escolher, a mão de obra é fundamental na execução, seja na qualidade, respeitando alinhamentos, prumos e afins, ou na quantidade de materiais empregados, desde as peças até os acabamentos como a argamassa. Portanto, estimular a consciência dos mestres de obras e ajudantes quanto ao desperdício é essencial. Uma boa dica para manter o controle sobre os gastos indesejados é a contagem de caçambas que são trocadas, e se está havendo necessidade de compras fora do programado. Boa sorte e até o próximo e último capítulo dessa micro série: Os Sistemas Construtivos Ecológicos.

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